DESEMPENHO DOS MÉTODOS DE HARGRAVES E PRIESTLEY-TAYLOR NA ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA

  • João Pedro de Coimbra Ribeiro UFLA
  • Rafaella Tavares Pereira UFLA
  • Marco Túlio Lopes Martins UFLA
  • André Ferreira Rodrigues UFLA
  • Vanessa Alves Mantovani UFLA
  • Vinicius Augusto de Oliveira UFLA
  • Carlos Rogério de Mello UFLA
Palavras-chave: Clima subtropical úmido, Seca, Evapotranspiração

Resumo

A estimativa precisa da evapotranspiração é essencial para o desenvolvimento de estudos hidrológicos, principalmente em âmbitos de bacias hidrográficas. Todavia, os dados necessários para a aplicação do método de Penman-Monteith padronizado pela FAO (PM) nem sempre estão disponíveis. Neste sentido, é necessário que métodos mais simples como o de Priestley-Taylor (PT) e Hargreaves (HG) sejam avaliados para superar esta barreira instrumental. Por conseguinte, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho dos métodos de PT e HG para dois anos com precipitações abaixo da média na cidade de Lavras, Minas Gerais. O período de estudo abrangeu os anos de 2017 e 2018. Os modelos também foram avaliados com relação ao período úmido e seco do ano hidrológico 2017/2018. O Modelo de PT (R2 = 0,91) sobressaiu-se com relação ao de HG (R2 = 0,64) na estimativa da evapotranspiração de referência. O modelo de HG superestimou os valores de PM tanto para o período todo (PBIAS = -40) quanto para os períodos úmido (PBIAS = -50) e seco (PBIAS = -35). Por outro lado, o método de PT teve desempenho satisfatório (PBIAS < 15) para todos os períodos avaliados. Portanto, o modelo de PT é recomendado para a estimativa da evapotranspiração de referência para o clima subtropical úmido, mesmo para anos com precipitação abaixo da média.

Biografia do Autor

João Pedro de Coimbra Ribeiro, UFLA

Graduando em Engenharia Ambiental e Sanitária, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil

Rafaella Tavares Pereira, UFLA

Graduando em Engenharia Florestal, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil

Marco Túlio Lopes Martins, UFLA

Graduando em Engenharia Florestal, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil

André Ferreira Rodrigues, UFLA

Doutorando em Recursos Hídricos, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil

Vanessa Alves Mantovani, UFLA

Doutoranda Recursos Hídricos, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil

Vinicius Augusto de Oliveira, UFLA

Pós-doutorando em Recursos Hídricos, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil

Carlos Rogério de Mello, UFLA

Doutor em Ciências do Solo, professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, Minas Gerais, Brasil

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